quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Concurso de Remoção SME/SP: resultado

COMUNICADO Nº 910, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2017

CONCURSOS DE REMOÇÃO – 2017 – RESULTADOS FINAIS DOS CONCURSOS

O Secretário Municipal de Educação, no uso de suas atribuições legais e considerando o disposto no item 23 do Edital de Abertura de Inscrições e de Procedimentos dos Concursos de Remoção 2017, PUBLICA os resultados finais dos Concursos de Remoção 2017.


Os resultados da remoção surtirão efeitos a partir de 01/01/2018.

CONCURSO: 01 - REMOÇÃO PROF. TITULARES

CARGO = 3239 - PROF. ED. INF. E ENS. FUND. I – pp. 71 a 92

CARGO = 3255 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - CIENCIAS – pp. 92 e 93

CARGO = 3263 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - ED. FISICA – pp. 93 a 95

CARGO = 3271 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - GEOGRAFIA – pp. 95 e 96

CARGO = 3280 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - HISTORIA – pp. 96 a 98

CARGO = 3298 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - PORTUGUES – pp. 98 a 100

CARGO = 3301 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - MATEMATICA – pp. 100 a 102

CARGO = 3336 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - ARTES – pp. 102 e 103

CARGO = 3344 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - INGLES – pp. 103 e 104

CARGO = 3867 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - QUIMICA – p. 104

CARGO = 3883 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - ESPANHOL – p. 104

CONCURSO: 02 - REMOÇÃO AGENTE ESCOLAR

CARGO = 5720 - AGENTE ESCOLAR – pp. 104 a 107

CONCURSO: 03 - REMOÇÃO READAPTADOS

CARGO = 3239 - PROF. ED. INF. E ENS. FUND. I – p. 107

CARGO = 3255 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - CIENCIAS – pp. 107 e 108

CARGO = 3263 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - ED. FISICA – p. 108

CARGO = 3271 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - GEOGRAFIA – p. 108

CARGO = 3280 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - HISTORIA – p. 108

CARGO = 3298 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - PORTUGUES – p. 108

CARGO = 3301 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - MATEMATICA – p. 108

CARGO = 3336 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - ED. ARTISTICA – p. 108

CARGO = 3344 - PROF. ENS. FUND. II E MED. - INGLES – p. 108 

CARGO = 3379 - COORDENADOR PEDAGOGICO – p. 108 

CARGO = 3875 - PROF. DE ED. INFANTIL – p. 108 

CONCURSO: 05 - REMOÇÃO ESPECIALISTAS

CARGO = 3352 - SUPERVISOR ESCOLAR – p. 108

CARGO = 3360 - DIRETOR DE ESCOLA – pp. 108 a 110

CARGO = 3379 - COORDENADOR PEDAGOGICO – pp. 110 a 113

CONCURSO: 06 - REMOÇÃO PROF ED INFANTIL

CARGO = 3875 - PROF. DE ED. INFANTIL – pp. 113 a 125

CONCURSO: 07 - REMOÇÃO AUX TEC EDUCACAO

CARGO = 4906 - AUXILIAR TECNICO DE EDUCACAO – pp. 125 a 136

CONCURSO: 74 - REMOCAO ANALISTA INF CULT DESP

CARGO = 2653 - ANALISTA DE INF. CULT. E DESP. -  BIBLIOTECA – p. 136

CARGO = 2654 - ANALISTA DE INF. CULT. E DESP. - ED. FISICA – p. 136

 Publicado no DOC de 15/11/2017 – pp. 71 a 136

Poá/SP convoca professores!

Na última segunda - feira, 13, a Prefeitura de Poá convocou 17 professores para assumirem o cargo público referente a aprovação do concurso n.º 01/2013, entre os convocados estão 05 professores de da área de Ciências. Segue a portaria 39.749/2017.

O que chama atenção desta convocação é o fato de até pouco tempo atrás estudantes, inclusive da EMEB Estância, sofriam com a falta de professor de Ciências, e não era feita a convocação necessária. A justificativa sempre dada pela SME é que tal convocação não poderia ser feita devido aos problemas financeiros causados pela mudança da legislação do ISS tão repetida pelo prefeito Lopes(PR) e seus subordinados.Ou seja, os(as) alunos(as) perderam o ano letivo todo, praticamente, na área de Ciências.

Novo Secretário

Não faz um mês que o novo secretário de Educação, professor Humberto(PHS), assumiu o cargo e os professores foram convocados. Algo de estranho nisso: porquê antes não podia e agora pode e foi feito?
O que mudou? Os problemas financeiros foram resolvidos? Não havia problema financeiro? A culpa era da ex- secretária Juliana Peregrinelli? Há uma farsa administrativa em torno do tema crise?
Infelizmente não temos as respostas, entretanto, felizmente haverá os professores das disciplinas que faltavam. Todavia, cabe aos órgãos fiscalizadores não só festejar uma pretensa "vitória" mas sim investigar esta contradição constante que há nesta administração.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

"Inegociável!": diz presidente da Câmara de Ferraz sobre reposição

Na sessão da Câmara de Ferraz de Vasconcelos após a Paralisação de Professores da rede municipal, muito foi discutido pelos vereadores da cidade sobre o tema.
Um dos assuntos foi o fato a perseguição de professores(57min.)*, enquanto se fazia a discussão do requerimento do vereador Eliel Fox (PR) questionando a secretaria de Educação sobre algumas questões da pasta. 
Outro ponto citado por Eliel, foi a questão da reposição da supracitada paralisação (1h05min)*, ao qual de acordo como o vereador, a secretária de Educação daria a oportunidade de fazê-la, entretanto, encaminhou aos funcionários neste dia, 13/11, comunicado que " a aula não seria reposta". O legislador continua dizendo que isso "é uma forma de impedir, para que os professores não façam mais paralisação, porque se fizer paralisação será descontado no seu salário..."
Em seguida, usou a palavra o vereador Aparecido Marabraz (PT) que defendeu que  "a priori os professores tem que ter a liberdade de trabalhar e educar com responsabilidade. E eles estudaram e tem responsabilidade para fazer isso... Não é o prefeito eleito que vai  tentar cercear o direito do  professor em sala de aula"(1h07min)*.Aparecido continua sua explanação dizendo que "nós temos muita coisa a ser feita nesta cidade,uma delas é o prefeito olhar para Educação com carinho, com respeito..."(1h11min)* .
Logo após, usou a palavra o presidente da Casa de Leis, Inha (PTB), que em seu discurso demonstrou preocupação com a classe de professores, de acordo com ele " ... uma grande discussão se estabeleceu aos professores e ao modelo que será adotado pela secretária para o ano de 2018. Nós estamos já no meio de novembro... restará um mês e meio para o final de 2017 e isso me preocupa : o que pretende de verdade a secretaria de educação? Quais são seus planos pra sua carga horária? para o sistema de ensino? Para merenda escolar? Para funcionamento da estrutura da escola?Para os projetos que eles tem "paura" os projetos chamados segundo tempo, contra turnos essas coisas que não tem um planejamento sequer para 2018! E isso me preocupa! Isso me deixa preocupado! Não dá pra entrar 2018 discutindo estas questões..."(1h18min)*. O vereador presidente ainda diz que faz tempo que vê os professores lutando pelo seus direitos e a secretária diz que não irá tirar direitos e questiona por que então os professores brigam tanto? O próprio vereador responde dizendo que o tal governo é "matuto".
Logo após usou a palavra o vereador Fabinho (PSDB) que declarou (1h24min)*: "Eu quero dizer pra Valéria que a melhor lei diz um senador do PT chamado Eduardo Suplicy, a maior lei, é a lei da necessidade. Não queira mexer na lei da necessidade, e salário...e que a secretária reflita um pouco..."
Após, o vereador Professor Pedro(PR) fez uso da palavra e disse " a secretária terá que convencê - lo da diminuição da matriz curricular" e fez um adendo ao requerimento solicitando a quantidade e nomes dos (as) supervisores(as).(1h49min)*.
Na fala de Pedro(PR) ainda houve discussão sobre a reposição do dia 10/11 que ela realmente quer dar falta injustificada.
Em seguida, usou a palavra o vereador Renatinho(PPS) que declarou " o que falta na gestão da secretária Valéria talvez seja o relacionamento, o diálogo com os professores, isto falta muito".(1h51min.)*
Ainda usou a palavra o vereador Mineiro(PPS) que declarou que a secretaria é cheia de política! E que casa de leis está de mão dadas com os professores!(2h00)*. Usou da palavra também o vereador Squizato (PSB) que salientou a fiscalização do MPE e MPF.(2h05min)*.
Foram mais de duas horas de discussão sobre o movimento  dos professores.
Por fim o vereador presidente da Casa de Leis , Inha (PTB) declarou de forma enfática: " Tem umas coisas vereador Cláudio Squizato  e demais vereadores que são inegociáveis ! Nós solicitamos da secretária perante todos vereadores aqui naquela reunião com a maciça presença dos professores da rede de ensino municipal que não fosse descontados , foi o pedido de cada um dos seus vereadores então isso é inegociável! Inegociável!Ela não poderá descontar porque foi um pedido desta Casa o qual ela aceitou! Então não adianta mandar comunicado que o prefeito falou isso ou aquilo . Nós não estamos medindo força estamos apenas pedindo que ela cumpra o que foi dito nesta casa!"
Sendo assim, de acordo com o presidente do Legislativo ferrazense a não reposição e consequente desconto na folha dos docentes é inegociável e estes devem ter o direito de repor sem descontos! 

Veja vídeo na íntegra:

Fonte do vídeo: Câmara em Foco (facebook)
*marca o tempo no vídeo de cada fala.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

UDEMO: SOBRE AULAS, DIAS LETIVOS E REPOSIÇÃO

Muito se tem comentado, no corrente ano, sobre a questão da obrigatoriedade de o docente cumprir o calendário escolar, com os duzentos dias letivos. Tal questão é levantada, de época em época, com maior ou menor ênfase, dependendo de fatores vários: muitos dias para repor, num mesmo ano, insatisfação com os salários e condições de trabalho, questões sindicais, posições político-partidárias, etc.
Atualmente, circula na rede um documento intitulado NENHUM PROFESSOR É OBRIGADO A COMPARECER À ESCOLA FORA DE SEU HORÁRIO DE TRABALHO, elaborado pela Secretaria de Legislação e Defesa dos Associados da Apeoesp. É um trabalho bem feito, com séria pesquisa e boa argumentação. Sensato, o próprio trabalho alerta os professores sobre a possibilidade de não haver sucesso numa eventual e futura ação. Merece todo o nosso respeito. A propósito, a Udemo sempre discordou do trabalho fora do horário normal, tendo inclusive se posicionado contrariamente ao Decreto n. 39.931/95. Portanto, não se trata de jogar professor contra diretor, mas de se entenderem, ambos, dentro de um sistema normativo. Essa questão, do “trabalho fora do horário”, deve levar em conta três pontos importantes: primeiro, não somos nós (Apeoesp e Udemo) que fazemos as leis; segundo, nós não somos o governo; terceiro, é necessário definir “horário de trabalho”. E aqui a coisa se complica. Nas escolas, horário de trabalho não é sinônimo de horário normal de aula; não é apenas o cumprimento da carga horária semanal, previamente estabelecida; não é somente o trabalho de segunda a sexta, excluídos, obrigatoriamente, o sábado e o domingo. Todo o trabalho, numa escola, é pautado, de um lado, no projeto pedagógico e, de outro, no calendário escolar. Ambos têm de ser cumpridos e atendidos, na sua totalidade.
Essa obrigatoriedade está expressa na LDB(Lei nº 9.394/96): 
 
Artigo 12 – Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:

I - elaborar e executar sua proposta pedagógica;
III – assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas;
IV - velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;

Artigo 13 – Os docentes incumbir-se-ão de:
V – ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
Artigo 24 – A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
I – a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais, quando houver;
No Estado de São Paulo, com relação a atividades de planejamento e avaliação, a que se refere o artigo 13 da LDB temos ainda o  Estatuto do Magistério (LC 444/85):
Artigo 63 – O integrante do Quadro do Magistério tem o dever constante de considerar a relevância social de suas atribuições mantendo conduta moral e funcional adequada à dignidade profissional, em razão da qual, além das obrigações previstas em outras normas, deverá:
XV – participar do processo de planejamento, execução e avaliação das atividades escolares;
 

As Normas Regimentais Básicas para as Escolas Estaduais (Par. CEE nº 67/98) estabeleceram, entre outros, tópicos de organização e funcionamento da escola estadual, definindo, inclusive, o conceito de “dia letivo”:
 
Artigo 6º - Cada escola deverá se organizar de forma a oferecer, no ensino fundamental e médio, carga horária mínima de 800 (oitocentas) horas anuais ministradas em, no mínimo, 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar, respeitada a correspondência, quando for adotada a organização semestral.

§ 1º - Consideram-se de efetivo trabalho escolar, os dias em que forem desenvolvidas atividades regulares de aula ou outras programações didático-pedagógicas, planejadas pela escola desde que contem com a presença de professores e a frequência controlada dos alunos.*
Artigo 68 – Integram o corpo docente todos os professores da escola, que exercerão suas funções incumbindo-se de:
V – cumprir os dias letivos e carga horária de efetivo trabalho escolar, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional;
Nessa mesma linha, foi publicada a Resolução SE – 102/2003 dispondo sobre a organização e a forma de reposição de dias letivos não trabalhados e/ou de horas – aula não ministradas, a fim de perfazer os limites estabelecidos no inc. I do art. 24 da LDB.
Portanto, não há a menor dúvida de que o calendário escolar deve ser cumprido*; e isso se sobrepõe à noção de dia de trabalho. Ou melhor, “dia de trabalho é aquele que consta do calendário escolar, original ou alterado”. Sejam aulas, reuniões ou quaisquer outras atividades previstas.
A inobservância dessa obrigatoriedade acarreta a todos (e não apenas ao professor) a consignação de “falta-aula” ou de “falta-dia”, nos termos do Decreto nº 39.931/95. Esse decreto é claro quanto à obrigatoriedade do comparecimento a eventos como reposição de aulas/dias letivos ou outras atividades de cunho pedagógico, realizadas em dias/turnos/períodos em que, pelo seu horário normal de trabalho, o professor não teria aulas.
Outro dado a ser observado é que a obrigatoriedade do cumprimento do calendário escolar* independe da carga horária do professor. A quantidade de aulas, maior ou menor, define apenas o horário de trabalho do professor, sendo que a remuneração, qualquer que seja a sua carga horária, cobre todos os dias da semana.
É por essa razão que a contagem de tempo de serviço, para todos os fins e efeitos legais (aposentadoria, adicionais, sexta-parte, licença-prêmio, etc.), dá-se em dias corridos, mesmo que o professor não trabalhe todos os dias da semana (Art. 92 da LC 444/85).
No caso específico da necessidade de reposição de aulas/dias letivos, por qualquer motivo (suspensão de expediente pelo  Governador, problemas físico-estruturais da escola, surtos epidêmicos, greves, interdição ou ocupação do prédio escolar por ordem judicial, etc.), há um padrão de procedimentos que consiste nos seguintes critérios alternativos (principalmente para as greves)*:
1) se o professor teve faltas consignadas, relativamente às aulas não ministradas e aos dias não trabalhados, ele não é obrigado a fazer a reposição correspondente, caso em que será contratado outro docente. Repondo, ele será devidamente remunerado e as faltas poderão ser retiradas, se houver acordo com a Secretaria de Educação.
2) se o professor não teve faltas consignadas, ele é obrigado a repor. Não repondo, terá as faltas consignadas nos dias/aulas programados para a reposição, com o correspondente desconto na remuneração.*
Ressalte-se que nenhum professor poderá ser duplamente penalizado pelo mesmo fato, ou seja, duas faltas pela mesma aula ou pelo mesmo dia não trabalhado.
Com relação ao artigo 91 da LC 444/85, há um outro entendimento:
Artigo 91 – Consideram-se efetivamente exercidas as horas-aula e/ou as horas-atividade que o docente deixar de prestar por motivo de férias escolares, suspensão de aulas por determinação superior, recesso escolar e de outras ausências que a legislação considere como de efetivo exercício para todos os efeitos legais.
Administrativamente, esse artigo tem a sua redação justificada  exclusivamente para fins de pagamento.
Não se pode afirmar que esse artigo manda considerar trabalhado o dia em que não se trabalhou. Nenhuma interpretação da lei pode levar ao absurdo. Além disso, já mostramos que o calendário escolar - de cumprimento obrigatório - vincula-se ao projeto pedagógico da escola. Sem as aulas, como ficaria esse projeto?
Ainda do ponto de vista administrativo, todos aqueles que trabalham na escola têm a sua retribuição mensal fixada com base em cinco semanas (Art. 35 da LC 836/97), inclusive no mês de fevereiro. Esse arredondamento, para mais, enseja à Administração a convocação dos professores e servidores nos termos que vimos aqui expondo.
Portanto, respeitando a opinião e os argumentos da nossa colega, a Apeoesp, somos obrigados, em parte, a discordar das suas conclusões.
Conforme procuramos esclarecer, a discordância está na definição de “horário de trabalho”. Para a Apeoesp, horário de trabalho são os dias da semana e as horas em que o professor ministra suas aulas, regularmente. Toda excepcionalidade seria tratada como dia efetivamente trabalhado. Inclusive a greve, se a sua reposição tivesse de ser feita aos sábados. Para a Udemo, horário de trabalho é aquele que consta do calendário escolar, original ou alterado, sejam aulas normais, reposições, reuniões ou quaisquer outras atividades previstas, inicialmente, ou acrescentadas, posteriormente.
Na verdade, todo esse problema foi gerado, no Estado de São Paulo, por uma interpretação restritiva da LDB. Em vez de adotar a expressão e o conceito de “dia de efetivo trabalho escolar” no calendário, São Paulo optou por “dia letivo”. Portanto, em São Paulo, o calendário escolar deverá ter um mínimo de 200 dias letivos (“com a presença de professores e a frequência controlada dos alunos”), e não 200 dias de efetivo trabalho escolar. Adotando esse conceito, o calendário ficou muito apertado, pois as reuniões de planejamento e replanejamento, conselho de escola, conselhos de classe/série, e APM não são considerados dias letivos, embora, pela LDB, pudessem ser considerados dias de efetivo trabalho escolar.


*OBS: Em negrito estão as partes especificas que dão base para a reposição. O que deve ficar claro que a reposição deve obrigatoriamente ser feita para garantir o direito da criança à Educação e o cumprimento da lei referente ao calendário escolar aprovado pelo Conselho Municipal de Educação. Consequentemente, é garantido aos profissionais da Educação a reposição e o não desconto em folha.


FONTE: http://www.udemo.org.br

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sobre legalidade!

É fácil falar de legalidade quando interessa a si próprio, ou seja, em causa própria. Difícil é fazer a combinação perfeita de discurso com prática.
Vivemos um ataque ao serviço público e consequentemente aos servidores públicos. Um ataque aos direitos tão duramente conquistados.
Em Ferraz de Vasconcelos assim como no Brasil vivenciamos isso em 2017.
Agora que servidores, em sua esmagadora maioria da área da Educação resolvem de cara limpa e peito aberto, reivindicam o cumprimento de direitos, começa por parte do executivo o discurso da "legalidade" do movimento.
O que não dizem as pessoas são as leis que eles mesmos não cumprem! Abaixo cito algumas que em 2017 a dupla Zé Biruta(PRB) e Valéria Kovac não estão cumprindo:
  • Constituição Federal de 1988: Inciso XI - Artigo 37;
  • Lei Complementar n.º 3030/2011;
  • Lei Complementar 227/2009: Artigos 29 até 39;
  • Lei Complementar 243/2010;
  • Lei n.º 3253/2015;
Como falar de "legalidade" ?

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Humberto Martins assume secretaria de Educação de Poá

O professor Humberto(PHS) como é conhecido Humberto Martins Duarte, ex- vereador pelo PDT, ex- secretário de Educação do governo Testinha(2009 - 2014), e candidato a vice - prefeito na chapa de Geraldo de Oliveria (SD) em 2016, assumiu nesta quarta - feira, 1º de Novembro, a secretaria de Educação de Poá/SP do Governo Gian Lopes. Humberto deu entrevista ao Jornal Plural. Veja a entrevista:



Entrevista realizada por Delcimar Ferreira.

Humberto como candidato

Professor como candidato a vice - prefeito participou de discussão com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Poá, em 2016, para apresentar suas ideias para Educação poaense e receber propostas dos sindicalistas veja o que foi declarado:

"SINTEP DEBATEU PROPOSTAS  E O CANDIDATO A VICE-PREFEITO, PROFESSOR HUMBERTO,  POSICIONOU-SE EM RELAÇÃO AS MESMAS
Os representantes do SINTEP iniciaram o diálogo com o candidato a vice-prefeito, fazendo um breve resumo da movimentação ocorrida este ano e dos compromissos assumidos pela atual gestão como a concessão do plano de saúde e a reestruturação do plano da educação, não concedidos neste período, segundo os representantes do atual governo, devido a Lei Eleitoral que impede a concessão de benefícios e vantagens aos servidores públicos até a data da posse do novo prefeito. Os representantes argumentaram que a categoria está mobilizada e passado o período eleitoral estará disposta a cobrar, seja quem for o eleito, os itens acordados com o conjunto de educadores. 
O candidato citou que sempre estará aberto ao diálogo e lembrou que foi na gestão em que atuou que os servidores tiveram um plano de carreira aprovado após um longo debate frisando ainda que reconhece a necessidade de adequações conforme as demandas apresentadas e que sendo eleito, será totalmente transparente naquilo que as condições orçamentárias permitir avançar. Em relação ao plano de saúde firmou o compromisso de não só garantir, mas também de viabilizar esforços para que a prefeitura possa subsidiar parte dos custos com esse benefício. Questionado sobre as reformas propostas pelo governo federal (PL nº 257/2016 e PEC nº 241/2016) se mostrou totalmente contra os ataques aos servidores e a redução de receitas às áreas essenciais caso venham ser aprovadas e sancionadas pelo governo. Em relação ao PL nº 366/2013 que, se aprovado, muda a forma de recolhimento do ISS, podendo prejudicar o orçamento da cidade, o então candidato descartou a possibilidade de corte no salários de funcionários, mas disse que de fato o município deixaria de arrecadar cerca de 170 milhões devendo repensar uma nova dinâmica para aumentar a arrecadação e não prejudicar os investimentos a serem realizados. 
Por fim, o candidato a vice de Geraldo de Oliveira se comprometeu com a entidade representativa, caso eleito, manter o diálogo permanente e a possibilidade de dispensa de ponto dos representantes sindicais a serem eleitos em cada unidade escolar para reuniões periódicas em calendário a ser definido anualmente pela entidade."
Foto do site do SINTEP tirada com Professor Humberto e diretoria do sindicato em 2016.

Humberto: o que esperar?

O que esperar de Humberto Martins na Educação de Poá? Deve ser a pergunta que está sendo feita por poaenses.

Acreditamos que tal pergunta depende do fator Gian Lopes, ou seja, qual será o protagonismo de Humberto perante o prefeito e os demais secretários do Governo Gian Lopes. Ele terá poder de decisão na política financeira e planejamento do governo Lopes: será que ele terá força para decidir pra onde vai o dinheiro da Educação? Será que ele irá e poderá intervir nas decisões que se aproximam para o governo tomar?
O que esperar? Só o tempo dirá.
O certo é que o governo ainda é o mesmo e as atitudes ainda são as mesmas sem criatividade de gestão e de falta de boa qualidade social.

FONTE: SINTEP; Jornal Plural.


Zé Biruta a culpa também é Sua!

Professores da Rede Pública Municipal de Ferraz de Vasconcelos rejeitaram em Assembleia realizada no último dia 30/10, as justificativas apresentadas pelos representantes do poder executivo ferrazense na reunião com a Comissão de Professores no dia 25/10. A partir desta negativa dos professores foi decidido por unanimidade Ato no dia 10 de Novembro em consonância com bandeiras de lutas estaduais e nacionais, mas principalmente para demonstrar o desagrado com a incapacidade do governo Zé Biruta de apresentar propostas ao professorado.
Há por parte dos profissionais da Educação a percepção de que não há um planejamento satisfatório por parte da prefeitura em relação as condições salariais nem de curto, médio ou longo prazo e que só há o discurso de "crise" e que "não tem dinheiro" sem demonstrações concretas do que tem sido feito para sanar a tal "crise" e tal "falta de dinheiro".
Por isso foi convocada a manifestação do dia 10/11, apesar de alguns integrantes do governo dizerem que tal manifesto está errado já "que as explicações foram dadas" e " foram estipulados prazos na reunião". Primeiro que tais explicações não foram a contento, o que foi demonstrado na reunião já que tal foi concluída pelos integrantes da comissão dizendo que "não houve avanço e tais questões seriam passadas à categoria", e no caso foi, e a categoria não aceitou. Segundo: os prazos estipulados foram para apenas dois pontos - professor adjunto e carga suplementar - que aguardamos ter verdadeiro avanço.
A manifestação do dia 10 será legitima! O que não é legítimo é o governo utilizar de servidores públicos em função gratificada ou em comissão para agir como se fossem "tropa de choque" para impedir de qualquer jeito a mobilização e participação dos profissionais da Educação em ato que visa reivindicar direitos. Isto vai totalmente contrário ao Estado de Direito estabelecido no Brasil a partir da Constituição de 1988 e revela o caráter ditatorial e reacionário do tal governo, comparando - se a governos militares que utilizavam-se de instrumentos oficiais como SNI, Doi-CODI e DOPS para perseguir, torturar e matar aqueles que discordavam do governo militar. Chega a ser semelhante aos nazistas que utilizavam da polícia secreta "SS" para perseguir comunistas, judeus e contrários ao nazismo.
A manifestação do dia 10/11 não tem cunho golpista, ao contrário do que tem ocorrido no Brasil desde 2016, mas sim o objetivo de chamar a atenção da população de Ferraz de Vasconcelos e do Governo Zé Biruta que do jeito que está não está certo! Do jeito que está, só vai piorar e a possibilidade de sucesso diminui a cada dia.
E um elemento  tem que ser chamado a atenção mais do que todos, é o então prefeito Zé Biruta. Este mais do que todos(as) é responsável por tudo que acontece, na esfera pública, em Ferraz de Vasconcelos. Cabe a ele ter a vontade política de mudar, de transformar e de querer fazer melhor. Todavia, não estamos vendo isso. Estamos acompanhando um processo de paralisia do município. Um processo de sucateamento, onde tudo é deixado para depois com discurso já conhecido da "crise" e " a culpa é do governo passado". Mas e o futuro, o que há para o futuro? A resposta é " não se sabe"! Por isso, é possível sem medo de errar, afirmar que a culpa é sua Zé Biruta! 

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A Luta Continua!

EDUCAÇÃO URGENTE
 A Comissão de Professores em reunião com os representantes da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos, dará continuidade ao processo de reivindicação e negociação no dia 25 de outubro, quarta – feira, na sede da SME, sem haver paralisação, visando alcançar o seguinte:
v  Pagamento da revisão anual dos salários dos trabalhadores da Educação de 2017 em novembro, além do compromisso do Executivo Municipal de realizar a revisão geral em maio de 2018 e a incorporação do Bônus Assiduidade (10%) ao nosso salário – base;
v  Realização imediata do enquadramento da pós-graduação;
v  A criação de uma mesa permanente de diálogo e negociação entre servidores e prefeitura;
v  Manutenção da matriz curricular do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), sem fechamento de salas e transferência compulsória de alunos do Fundamental 2 para escolas do Governo do Estado;
v  Manutenção do horário de HTPC e da jornada da forma atual sem mudança em portaria ou lei;
v  Manutenção do pagamento da carga suplementar como “carga fixa” e não como “carga varável”.
v  Transformação por lei do cargo de Professor Adjunto para Professor Titular (PEBI);
v  Não a divisão das férias;
v  Não ao fim do Bônus Assiduidade até sua incorporação;
v  Liberação das licenças – prêmio solicitadas;
v  Incorporação dos décimos aos professores que cumpriram função gratificada de acordo com a Lei Complementar 243/2010.


Juntos Somos Fortes!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Carta 18 de Outubro

Há apenas três dias após do Dia do Professor comemorado(ou não ), professores da Rede Municipal de Ferraz de Vasconcelos demonstraram que mais uma vez a categoria não foge a luta!
Apesar das tentativas de desmobilização por parte de algumas pessoas e da dificuldade normal de organização de um movimento horizontal sem líderes eleitos ou autoproclamados, professoras, em sua grande maioria, e professores ocuparam a Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos numa só voz, num só tom.
Enfrentaram o medo e olharam seus opositores cara a cara sem medo das possíveis represálias ou perseguições.
Estavam lá mulheres, profissionais, donas de casa, mães, guerreiras brasileiras todas numa só personificação de valentia: professoras.
Empunhavam a bandeira do direito e da democracia e buscavam para os filhos dos ferrazenses melhoria para Educação.
Buscavam a garantia Constitucional do reajuste salarial não dado em 2017.
Capitaneavam o enquadramento tão duramente conquistado!
Garimpavam pelo HTPC em horário adequado e mais dinâmico!
Brigavam para a justiça na mudança de adjunto para titular!
Incansavelmente gritavam palavras de ordem!
Estão de parabéns!
Apesar desta vitória em torno da mobilização, ainda não houve conquista: nenhum documento foi assinado, nenhum lei foi modificada, nenhum decreto assinado. e continuamos sem as garantias necessárias. Por isso não devemos cair no "papo para boi dormir" e devemos nos manter atentos(as), pois muita discussão e mobilizações virão, pois o contexto do nosso país é de ataque a direitos e especial aos direitos dos trabalhadores do serviço público.
Dia 25 de Outubro, mais uma reunião será realizada e devemos sair de lá com vitórias! Caso contrário mais paralisações serão feitas, ou como disse a presidenta da APEOESP Bebel,  a greve nos espera.
Não podemos nos acomodar! Devemos lutar sempre!
VIVA AOS PROFESSORES DE FERRAZ DE VASCONCELOS
VIVA AO OUTUBRO DOS PROFESSORES(AS)
VIVA AO OUTUBRO DE LUTA!
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!



Mobilização de professores de Ferraz




sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Lula em Ferraz de Vasconcelos!


Sem luta não há mudança!

O ano de 2017 tem sido de ataque ao serviço público e consequentemente ao servidor público. Supostos "gestores" tem levantado a bandeira da "eficiência" da máquina pública, entretanto, apresentam a mesma receita: privatizações dos bens públicos; sucateamento de equipamentos públicos; arrocho salarial e; e cortes de direitos.
Nenhum destes "gestores" até o momento apresentou ideias inovadoras que combatam o principal gargalo de desperdício do dinheiro público: a corrupção.
Todos se escondem atrás do refrão de que "servidor público tem privilégios" e " a máquina pública gasta muito".
Quer queiram quer não, as armas hoje utilizadas contra a corrupção ainda são aquelas implementadas por Lula e Dilma: polícia federal mais forte e portais da transparência os quais levam informação a população.
Não posso esquecer desta que é tão importante: a população. Muito do que tem acontecido, para o bem ou para o mal, é em decorrência da mobilização da população, ou de parte dela, ou de partes dela, em momentos cruciais da política brasileira.
E isso não pode faltar: mobilização. Sem mobilização dos interessados por tal causa, esta causa acaba por ser perder num abismo escuro sem fim que deixa aos interessados numa tristeza desesperadora.
É o que os servidores públicos, atualmente, correm o risco de sofrer. Já fizeram um ataque devastador com a PEC do fim do mundo( das contas públicas), agora atacam dia e noite a previdência. E se não houver mobilização a bancada do "to nem aí" para o povo que mais precisa vai conseguir o que quer: acabar com a previdência pública.
Volto a repetir, para que direitos não sejam suprimidos. Para que empregos não seja tirados. Para que o que foi conquistado não seja do dia para noite arrancado de nós há de ter mobilização.
E é isso que acreditamos que haverá no dia 18 de Outubro as 10h na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos, na Audiência Pública com a secretária de Educação da cidade. Caso não haja mobilização, será um movimento perdido e sem cálculo das possíveis consequências. Caso os interessados não apareçam e façam valer sua voz ninguém fará por eles: nem vereador, nem outro servidor... ninguém, a não ser a grande massa de professores e trabalhadores da Educação.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Ferraz de Vasconcelos: secretária de Educação se reúne com Professores após protesto

Hoje, 05/10, a secretária de Educação de Ferraz de Vasconcelos se reuniu com professores que participaram do protesto na Câmara Municipal ferrazense na última segunda - feira. A reunião solicitada pelo sindicato dos Servidores, na pessoa do seu presidente contou com a participação dos professores Jonny Mendes, Luiz C. da Silva, Douglas Santos, Adriano Bairros e Bete Rodrigues além do presidente do sindicato dos servidores Nelson Pereira Ferraz.
A ideia da reunião era debater os pontos questionados pelos educadores na sessão de segunda - feira da Câmara Municipal. Entretanto, devido a problemas de agenda da secretária e a extensa pauta nem todas as questões não foram debatidas. Foi então pré - agendada uma outra reunião, para outubro. 
Apesar da realização desta reunião professores ainda querem a realização da Audiência Pública com os secretários da fazenda e administração para resolução dos impasses.
Segue abaixo vídeo feito da reunião e a ata da mesma.
















terça-feira, 3 de outubro de 2017

Ferraz: Professores protestam contra redução de direitos!

Protesto de professores na Câmara de Ferraz. Imagem: facebook TV Cenário.

Ontem, 02/10, trabalhadores da Educação de Ferraz de Vasconcelos, em sua grande maioria professores da Rede Municipal, se fizeram ouvir pelos vereadores na Câmara daquele município. 
Tal protesto ocorre devido a diversas questões que tem se espalhado pelas unidades escolares e que tem causado temor e revolta dos profissionais.
O primeiro ponto apontado pelos servidores é o fato de não terem recebido o reajuste anual previsto na Constituição Federal de 1988 e pela Lei Complementar n.º3039/2011 do município, que prevê revisão geral anual  sempre no dia 1º de Maio de acordo com Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC.
Entre outras questões foram expostas:
1) Jornada de trabalho: há estudos por parte da secretaria de educação de mudança na forma de como é realizado os Horários de Trabalho Pedagógico Coletivos(HTPC) o que de acordo com professores pode causar mudança também na jornada de trabalho, pois hoje de acordo com a Lei Complementar 315/2016, o HTPC é cumprido dentro do horário de trabalho diminuindo dificuldades para professores e dinamizando muito mais a realização dos estudos.
2) Retirada do Bônus Assiduidade: apesar de a política de bônus não ser a melhor forma de valorização de professores, hoje em Ferraz de Vasconcelos o "Bônus Assiduidade" instituído pela lei n.º 3197/2013 , que utiliza recursos do FUNDEB,  tem sido um alívio financeiro aos docentes, já que estes não receberam o reajuste anual. Tal benefício tem sido alvo de estudos para que seja extinto. É importante lembrar que tal objeto foi utilizado no Plano Municipal de Educação aprovado em 2015(inclusive pela atual secretária de Educação) que previa em sua meta 18, estratégia 18.5 a incorporação deste no salário dos professores(as).
3) Não pagamento da evolução funcional: na Lei Complementar 227/2009 está previsto no "Capítulo IX, Do Desenvolvimento Funcional - Progressão e Promoção", do Art. 29 ao Art. 32 e; no "Capítulo X - Promoção", do Art. 33 ao 39, a Promoção do profissional da educação a passagem de um nível de formação para outro imediatamente superior , na prática isso quer dizer que o professor que adquirir formação, no caso em pós - graduação sendo ela strictu senso (mestrado e doutorado) ou lato sensu(especializações de 360 hrs), receberá por isso 15% a mais em seus vencimentos com base em seu salário. O que não tem acontecido atualmente, tendo apenas ocorrido um enquadramento no ano de 2017, no mês de Fevereiro, oficializado pelo Decreto n.º 5895/2017. A formação em pós - graduação representa um investimento em dinheiro muito grande do professor com recursos próprios e consequentemente um investimento direto na boa qualidade da prática docente nas salas de aulas e que não tem tido o retorno merecido.
4) Pagamento das "cargas suplementares": outra questão são os pagamentos das cargas suplementares realizadas pelos professores. Por falta de professores na Rede Municipal, ocupantes dos cargos do Magistério Municipal são constantemente convidados a "dobrar" sua jornada de trabalho para suprir essa falta de recursos humanos. Até o mês passado, essa jornada era paga como "jornada fixa" e pelo que foi informado era considerado para o cálculo os benefícios pertencentes aos vencimentos dos profissionais . O que foi declarado aos servidores(após a diminuição do valor pago) é que a partir do vencimento efetuado neste último dia 29/10, a jornada suplementar passou a ser paga como "carga variável" o que mudou drasticamente os valores para baixo. Não houve comunicado, portaria ou qualquer explicação de como é feito o cálculo das horas.
5)Professor Adjunto: há na Rede Municipal o cargo de professor adjunto que desde de 2009 quando promulgada a Lei Complementar 227(Art.91), os professores que ocupam este cargo aguardam o tal do concurso de acesso para o cargo de Professor I, que com aprovação da LC 315/2016 não houve mudança, apenas confirmação da lei anterior. Entretanto, tal mudança requerida por diversos adjuntos poderia ocorrer apenas por mudança de lei. Como já foi escrito neste blog, no dia 11 de Fevereiro deste ano, na postagem intitulada " Professores Adjuntos podem virar professores titulares?", caso haja vontade do executivo ferrazense basta realizar um projeto de lei que faça a mudança como ocorreu, por exemplo, na cidade vizinha, São Paulo, que por meio da Lei n.º 14660, Art. 77, 78 e 79 promoveram a transposição( como denomina o Parecer 07/2011 do CNE/CEB) do cargo de adjunto para Professor I.
6)Incorporação do 1/10: De acordo com a Lei Complementar 243/2010 aquele servidor que exercer cargo ou função com remuneração superior ao do seu cargo de origem terá o direito de incorporar 1/10 ao  seu vencimento, até 10 décimos. Os educadores que exerceram as funções gratificadas não tem esse percentual incorporado até hoje.
7)Manutenção da matriz curricular do E.F II: há a discussão na secretaria de Educação da diminuição do número de aulas de algumas disciplinas, como Inglês, História e Geografia. Isto poderá acarretar em demissão de professores, pois a lógica diz que "com menos aulas é preciso menos professores". Além, de desqualificar o currículo escolar apresentados aos estudantes do Fundamental II em Ferraz.
8) Estrutura e condições de trabalho: hoje as escolas ferrazenses sofrem com a falta de manutenção preventiva e muitas tem problemas estruturais sérios. Contudo, não há um programa de recuperação e reformas em andamento para viabilizar estas unidades. Além de praticamente todas unidades escolares estarem se mantendo, no quesito material escolar/pedagógico, com o dinheiro arrecadado de festas e doações para APM, já que  o executivo até este mês não repassou verba alguma. Isto dificulta muito a qualidade do processo de ensino e consequentemente a aprendizagem das crianças de Ferraz de Vasconcelos.
Tudo isso acima, que profissionais da Educação questionam e apresentaram aos vereadores, ontem, tem acontecido numa obscuridade de informações, ou seja, sem informações detalhadas e claras, sempre é informado de forma evasiva e sem justificativas legais. A justificativa sempre repetida aos quatro cantos de Ferraz, é que tudo isso ocorre devido a crise financeira. Entretanto, há de se questionar se realmente há crise, pois:1) foi declarado calamidade financeira em janeiro(que o TCE/SP declarou não precisar disso) para revisão dos contratos;2) não foi dado dissídio aos servidores, deve ter gerado economia;3) é declarado a todo momento que foi economizado mais de R$3 milhões com a merenda. Há algo estranho nessas contas?
Outro dado importante é o que foi declarado para os vereadores , por Sivana Francinete da Silva, Secretária da Fazenda do governo Biruta. De acordo com a secretária(http://www.camaraferraz.sp.gov.br/blog/2017/09/29/prefeitura-arrecada-r1943-milhoes-ate-agosto/) até agosto foram arrecadados R$194,4 milhões pela prefeitura e o gasto foi de R$167,6 milhões. Há aí um saldo positivo de R$26,7 milhões. Para contemplar esta fala, com dados atualizados do portal da transparência podemos ver que este saldo positivo pode ser maior. Vejam:


Arrecadação e gastos de Ferraz de Vasconcelos. Imagem: Portal da Transparência.

De acordo com a imagem retirada do Portal da Transparência de Ferraz de Vasconcelos, a diferença entre o arrecadado e o executado(gasto) é de R$29 milhões positivos, ou seja, há esse valor em caixa.
O que tem sido feito, que não se aumenta os salários dos servidores, não de paga os enquadramentos, não se compra material para as escolas?
Por fim, ontem enquanto vereadores e trabalhadores conversavam para acertar uma Audiência Pública com os secretários de fazenda, administração e educação, um dos vereadores(como pode ser visto no vídeo feito da sessão no facebook: https://www.facebook.com/pg/tvcenariooficial/videos/?ref=page_internal) declarou que a atual secretária de Educação disse a ele que há professores ganhando exorbitantemente, chegando a R$12.000.Óbvio, que a secretária desconhece a própria pasta. De acordo com o portal da transparência a média salarial dos professores é de R$3.500,00, entretanto, a Senhora Leila Tinani Rodrigues (não efetiva da rede municipal) que ocupa o cargo em comissão de "Coordenadora Com" recebe mensalmente R$6.152,57; a Senhora Sônia Regina Fernandes Afonso( não efetiva da rede municipal) que o cupa o cargo em comissão de "Diretora de Departamento" recebe por mês R$ 6.152,57; e a Senhora Valéria Eloy Kovac que ocupa o cargo de secretária recebe o valor mensal de R$ 12.937,03, bem diferente dos professores da rede municipal.
E mesmo porque, qual seria o problema dos professores que alcançaram, apesar das dificuldades enfrentadas todos os dias, em 2015 o IDEB de 5,9? Ao constatar que há professores "ganhando bem" a atitude não seria ser orgulhar por pagar bem? 
E afinal, perguntamos qual é o projeto de Educação que o prefeito Zé Biruta(PRB) e sua secretária tem para Ferraz de Vasconcelos?
Qual o programa de valorização de professores estipulado por Zé Biruta e Kovac?
Aparentemente não há respostas positivas para estas perguntas, mas há a certeza que trabalhadores da educação devem e estão se organizando para não serem mais tratados sem respeito e consequetemente desvalorizados.

Profissionais da Educação dialogando com vereadores de Ferraz de Vasconcelos. foto: Jonny Mendes

FONTES: http://www.qedu.org.br/cidade/1809-ferraz-de-vasconcelos/ideb; http://www.ferrazdevasconcelos.sp.gov.br/; http://www.camaraferraz.sp.gov.br; 

Convocação de FUD II em SP!

CONVOCAÇÃO Nº 15, DE 02 DE OUTUBRO DE 2017. CONCURSO DE INGRESSO PARA PROVIMENTO DE CARGOS VAGOS DA CLASSE DOS DOCENTES PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO 
Escolha de Vagas e Retirada de Guia Médica para exames médicos Pré-Admissionais. O Secretário Municipal de Educação, no uso de suas atribuições legais e considerando: - a classificação definitiva dos candidatos aprovados no referido Concurso, conforme publicação no DOC de 27/08/2016 e retificada no DOC de 06/09/2016; - o disposto no § 1º do artigo 123 da Lei nº 14.660/2007, CONVOCA os candidatos aprovados no Concurso para provimento de cargos vagos de Professor de Ensino Fundamental II e Médio, para escolha de vagas e retirada de guia para exames médicos pré-admissionais, conforme segue: Relação dos candidatos convocados para escolha de vagas.
Os candidatos acima convocados deverão comparecer ao Auditório da SME/COGEP, sito à Avenida Angélica, 2606, Consolação - CEP 01228-200 - São Paulo / SP, de acordo com o seguinte cronograma:
 19/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.- ARTES 
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 235 a 279
09h00 às 10h00 280 a323
10h00 às 11h00 324 a365
11h00 às 12h00 366 a412
13h00 às 14h00 413 a 455
14h00 às 15h00 456 a501
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
15h00 às 16h00 78 a119
16h00 às 17h00 120 a159
17h00 às 17h30min. Retardatários do dia
20/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.-CIENCIAS 
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 221 a 265
09h00 às 10h00 266 a 309
10h00 às 11h00 310 a 354
11h00 às 12h00 355 a 403
13h00 às 14h00 404 a 449
14h00 às 15h00 450 a 493
15h00 às 16h00 494 a 533
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
16h00 às 16h30min 80 a 92
16h30min às 17h00 Retardatários do  dia 23/10/2017
PROF.ENS.FUND.II E MED.-INGLÊS 
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 235 a 278
 09h00 às 10h00 279 a 324
10h00 às 11h00 325 a 372
11h00 às 12h00 373 a 421
13h00 às 14h00 422 a 467
14h00 às 15h00 468 a 508
Classificação NNA - LEI 15.939/13
15h00 às 16h00 86 a 129
16h00 às 17h00 130 a 162
17h00 às 17h30min. Retardatários do dia
24/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.-MATEMATICA
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 187 a 228
09h00 às 10h00 229 a 270
10h00 às 11h00 271 a 312
11h00 às 12h00 313 a 356
13h00 às 14h00 357 a 397
14h00 às 15h00 398 a 440
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
15h00 às 16h00 67 a 98
16h00 às 16h30min Retardatários do dia
25/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.- PORTUGUÊS 
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 92 a 138
09h00 às 10h00 139 a198
10h00 às 11h00 199 a246
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
11h00 às 11h45min 51 a 90
Classificação PNE - LEI 13.398/02 
11h45min às 12h00 7 a 9
PROF.ENS.FUND.II E MED.- ED. FÍSICA 
Classificação Geral 
13h00 às 14h00 102 a 150
14h00 às 15h00 151 a 196
15h00 às 16h00 197 a 233
Classificação NNA - LEI 15.939/13
16h00 às 16h45min 40 a 81
Classificação PNE - LEI 13.398/02 
16:45min às 17:00 8 a 15
17h00 às 17h30min. Retardatários do dia
26/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.- GEOGRAFIA
 Classificação Geral
08h00 às 09h00 227 a 276
09h00 às 10h00 277 a 331
10h00 às 11h00 332 a 379
11h00 às 12h00 380 a 429
13h00 às 14h00 430 a 481
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
14h00 às 15h00 75 a 110
15h00 às 16h00 111 a 146
26/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MEDIO 
16h00 às 17h00 BIOLOGIA 3 a 4 -
Classificação Geral QUÍMICA 2 a 2 -
Classificação Geral FÍSICA 2 a 3 -
Classificação Geral ESPANHOL 2 a 3 -
Classificação Geral SOCIOLOGIA 3 a 6 -
Classificação Geral 2 a 2 -
Classificação NNA
17h00 às 17h30min. Retardatários do dia
27/10/2017 
PROF.ENS.FUND.II E MED.- 
HISTÓRIA 
Classificação Geral 
08h00 às 09h00 90 a 139
09h00 às 10h00 140 a 184
10h00 às 11h00 185 a 223
Classificação NNA - LEI 15.939/13 
11h00 às 11h45min 34 a 67
Classificação PNE - LEI 13.398/02 
11h45min às 12h00 8 a 10
OBSERVAÇÕES: 1 - Os interessados ou seus procuradores habilitados para tal deverão comparecer no local e horário acima indicado, munidos dos seguintes documentos: - cédula de identidade - demonstrativo de pagamento (quando for servidor municipal) 1.1. Os procuradores deverão estar munidos de cópia dos documentos de seus representantes e dos respectivos documentos de procuração. 2 - No final de cada sessão serão chamados os retardatários do horário, obedecendo à ordem de classificação. 3 - No final do processo de escolha serão chamados os retardatários da escolha, obedecendo à ordem de classificação nos moldes do cronograma supra. 4 - O não comparecimento dos candidatos convocados às sessões de escolha, acarretará a imediata disponibilização das vagas para chamadas subsequentes de outros candidatos aprovados.